quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sempre há luz


Uma trilha em um campo vazio, anoitecendo, orvalho da noite chegando... alguém seguia à minha frente, de casaco com capuz, aumentei os meus passos e esse alguém também o fez... comecei a chamá-lo.... e na medida que me aproximava, percebo que ele não era ele, Ela cai numa poça de lama... corro para ajudar, quando ela me olha e logo nos reconhecemos.... ela começa a reclamar porque eu a havia assustado pois não sabia quem eu era...

há um bar próximo e chegamos para que ela se limpe... o lugar era lúdico, com algumas aberrações, um circo, talvez, cortinas coloridas, roupas de todos os tons, um homem veio em nosso auxílio e nos atende prontamente, já nos trazendo opções de roupas... uma mulher surge com uma cabeleira loura com vestido longo, na cor lilás.... havia um colarinho em seu pescoço na cor branca feito babados do século XVI.... e que num piscar de olhos essa mulher se transforma, muda o cabelo, e seu vestido fica amarelo-dourado, faz poses, e pede que lhes tiremos fotos... contra minha vontade, faço o que me pede... ela acha graça... depois das gargalhadas se transforma novamente, agora em uma velha, levanta  o vestido e mostra suas pernas, que percebo, são jovens e perfeitas.... mas seu rosto se contorce ela me olha nos olhos e diz: tenho câncer e diz que está se matando aos poucos sem que ninguém a impeça... Ela se abaixa e procura algo no chão... eu preocupada em ajudar lhe pergunto o que é que procura... e ela me diz: é uma tampa.... eu me assusto e pergunto que tipo de tampa, no que ela responde: é para que consiga tampar minha juventude que está se esvaindo...

Movo-me pelas cortinas coloridas feitas de voal e ao afastá-las me encontro numa arena, há muita poeira e vejo uma escada, e ao observara escada vejo que, onde seria a platéia, tem nichos, nestes nichos pessoas presas
Estamos na verdade dentro de uma grande roda, que começa a girar, ou já estava girando?... ouço as pessoas gritarem, e algumas caem desta roda...

a moça que corria no campo logo aparece com um cesto em suas mãos, vestia agora uma saia preta e longa, com pontas, e uma blusa com mangas largas como se fosse uma fantasia, ela levita até a roda gigante onde me encontro e me pede que a siga, para um outro lugar, neste novo lugar havia muita luz... e para onde seguimos...

Imagem de minha autoria.... Local: Dilermando de Aguiar (RS)

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